Uma vez eu
li que relacionamentos são complicados quando as pessoas os deixam complicado,
pois bem, acredito profundamente nessa mentira. Me mudar para essa cidade nova
me fez ter uma nova pespectiva de tudo, inclusive de relacionamentos, vejamos
meus pais por exemplo
Tom e Jenna
Fenton, esses são meus pais. Se conheceram nos ano de 84, meu pai era um Grunge
alternativo que ficava no seu quarto batendo algumas e fumando umas maconhas,
enquanto minha mãe fazia a linha lider de torcida, e popular do colegio, a
unica coisa que eles tinham em comum era alguns amigos e a erva. E hoje são casados,
e tem 3 lindos filhos, eu, Alice e Amanda. A proposito, eu sou Rebecca, ou
Becca, ou ate mesmo Beck.
- Como vai
minha pequena Ursa hoje?? – Disse meu pai fazendo questão de apertar minhas
bochechas como se eu tivesse 5 anos ou sofresse de algum retardo mental.
- Dá um
tempo Tom! – Eu disse tirando a mão dele e enfiando um pedaço de queijo na
boca. A um motivo pra ele me chamar assim. Não muito agradavel, mas há.
- Beck,
termine logo isso suas irmãs já estão no carro, vai se atrasar pra escola! Tem necessidade
de comer tanto assim na hora do café? – Sim, mãe, eu tenho essa necessidade já
que você me coloca em um monte de cursos, fora os reforços escolares, e os
esportes pra me fazer emagrecer. A raiva da minha mãe é essa, eu pesar 30 kilos
a mais do que ela queria que eu pesasse.
Entrei no
carro e tive que aguentar Alice reclamando de 5 em 5 minutos que seus cabelos
estavam com pontas duplas e feios, como se ela já não gastasse o bastante
naquele cabelo oxigenado. Alias, essa é a Alice, ela é a preferida da minha mãe
pelo simples fato de ser um espelho da minha mãe mais nova. Jenna dá tudo que
ela quer, quando ela quer, ela tem 18 anos e ainda esta no primeiro ano graças
a sua falta de inteligencia, ou esforço. A parte boa, ela ao menos é burra, a
parte ruim, ela estuda comigo. Já amanda é mais velha que eu, tem 20, tem um
namorado legal, tem um emprego de meio periodo legal, tem um corpo legal,
enfim, ela é tudo que eu não sou e nem vou ser, mas admiro muito ela. Me dou
muito bem com ela e com meu pai, mas separados porque juntos eles conversam e
eu fico de escanteio.
- Chegamos
Beck! Pelo amor de Deus pare de sonhar acordada! – Quando percebi Alice tinha
saido e só faltava eu dei um suspiro e prendi meus cabelos azuis e sai do
carro.
Fazia cerca
de dois meses que estavamos estudando nessa nova escola e Alice já era a
queridinha de todas as garotas burras e populares, e ja tinha ficado com varios
caras. Já eu tinha uma amiga, que era legal e valia por todas as da Alice,
Lucy.
- Oi Becca!
Senti sua falta, como você está? Dormiu bem? – Lucy veio me abraçando como
sempre fazia, ela era baixinha, tinha os cabelos rosa em um tom pastel. Sempre
se vestia feito uma princessinha, por exemplo, hoje ela estava com um
vestidinho branco de alça, uma sapatilha azul clara, e uma bolsa com estampa da
bandeira dos estados unidos. Quando andavamos juntas parecia um contraste interessante
até, eu de calça jeans meio justa por insistencia da Jenna, uma blusa gamer e
um casaco preto, com minha mochila do Jack.
- Estou bem
Lu, e você? Fez algo de bom? Tipo o dever de Historia que eu não tive saco pra
fazer e vou colar de você? – Ela sorriu e me estendeu seu caderno.
- As suas
ordens! – Tem como não ser amiga disso?
Fomos pra
sala e tivemos 3 aulas bem chatas, nas quais não prestei a minima atenção e
fiquei ouvindo musica e de cabeça abaixada, ate que senti alguem me cutucando
- O que foi
Luc... – Meu coração quase parou ao ver a cara do Jonny de confuso, ele era
simplesmente o garoto mais legal que eu ja havia conhecido, e não sei porque
ele e Lucy tinham uma mania estranha de
me abraçar, acho que ser gorda tem suas vantagens.
- Oi? – Ele
me abraçou mesmo eu estando sentada e sentou na minha carteira - Como foi a noite?
- Boa,
consegui jogar um pouco de video game e depois comi e dormi bastante, e você?
Tudo legal?
- Sim,
razoavel, só umas complicaçoes no meu namoro, mas tudo resolve! – Jonny
namorava a distancia a quase 3 anos, eles se viam nas ferias e as vezes em
feriados.
-
Relacionamentos são complicados...certo?
-
Certissimo! – Iamos ter uma conversa “animada” sobre isso ate a diretora entrar
na sala e fazer o Jonny se sentar no seu lugar, na epoca eu pensei que não
seria algo importante, eu não tinha noção de que minha vida estava para mudar
de um jeito inimaginavel.
- Vamos dar
ola a nossa mais nova aluna, Paige Carter – A diretora dizia e então ela
entrou, seus cabelos eram loiros, sua pele parecia porcelana, seus olhos eram
um azul tão vivo, que parecia o azul do céu. Logo ela se apresentou.
- Oi
pessoas, eu sou Paige, não gosto de engraçadinhos, nem de patricinhas, e nem de
garotos. Prefiro algo mais, feminino... – Ela lambeu os labios e olhou
dretamente pra mim que me limitei somente a rir de canto e devolver o olhar.
Pra esclarecer as coisas, eu não era lesbica, e eu gosto do Jonny, gosto muito,
só devolvi pra zoar mesmo.
- Ahn, certo
Paige, pode se sentar por favor? – Ela se sentou em uma cadeira atras do Jonny,
não sei porque mas todos os meus sentidos me avisaram pra ficar ligada com ela.
E de fato foi o que eu fiz.
Ela se
sentou e a aula correu normalmente, quer dizer quase, ela ficou conversando com
o Jonny, pegando no cabelo dele e dando em cima dele, e o pior Jonny estava
correspondendo. Claro que eu nao falaria nada nem faria nada, porque? Bom ela
linda, Jonny não perderia a chance de ficar com ela, tinha certeza disso,
enquanto eu estava alisando o cabelo da Lucy que estava cochilando na minha
carteira e ouvindo musica senti um leve assopro no meu ouvido e me assustei
quase acordando a Lucy, quando eu me viro é ela.
- Porque não
é uma boa anfitriã como seus amiguinhos e me mostra o colegio – Não tive nem o
trabalho de ficar olhando, confesso que estava com um pouco de ciumes do Jonny.
- Tem os
outros bons anfitriãos, estou muito ocupada agora pensando em que aula dormir,
desculpe – Falei recolocando os fones e voltando a mexer no cabelo da Lucy.
- Bom, tenho
certeza que o Jonny pode me mostrar tudo não é? – Ela disse sussurrando no meu
ouvido, certo, esqueça tudo que eu havia dito sobre ela antes. Ela era uma
vadia, e das grandes.
Ela saiu
rebolando naquele mini vestido preto dela com aquelas meias pretas e seu
coturno, fala serio, ela é uma versão mais rock da minha irmã. Se as duas
brigarem por popularidade vai ser engraçado, se a Alice apanhar vai ser
duplamente engraçado.
- O que
aconteceu? Eu dormi muito? – Disse Lucy levantando em um pulo.
- Não Lu,
esta no intervalo. Jonny saiu com a notava e estamos só eu e você na sala.
- Ah ta, mas
Becca, você não vai dizer ao Jonny que gosta dele? – O QUE? TA MALUCA? E SER
REJEITADA? NÃO OBRIGADO, JA TENHO PROBLEMAS EMOCIONAIS DEMAIS PRA ME PREOCUPAR
COM UMA REJEIÇÃO!
- Não gosto
do Jonny assim, Lu. Ele é meu melhor amigo, só isso. – Disse finalmente.
- Bom, se
você diz, eu vou depois da aula em um orfanato novo! Estão precisando de
ajudantes lá, porque não vem comigo? Seu cabelo azul chama a atenção das
crianças! AH, nao que isso seja ruim, não falei de uma maneira ruim sabe?
Desulpa, não fique brava, ou magoada eu...
- Lu, ta
tudo bem, infelizmente não vou poder tenho que aulas de reforço que a maniaca
da Jenna poe pra mim lembra? – Putz! Lembrar que terei mais 4 horas de latim e
outras coisas inuteis pra mim, me dá ate dor de cabeça.
Depois da
aula foi tudo o de sempre, Lucy tinha ido fazersuas coisas chatas ou como ela
gosta de dizer seus deveres para com a sociedade e eu estava esperando minha
mãe com o Jonny. Não é que eu nunca tenha ficado sozinha com o Jonny, eramos
amigos abastante tempo tempo, mas isso não me impede de ficar nervosa impede?
Não me impede de notar como ele está estupidamente lindo, como aqueles olhos
castanhos escuros tem um brilho diferente por de tras dos oculos, como seu
sorriso aberto faz meu coração se encher de alegria, como as mãos dele, sempre
frias tocam meu rosto, como seria bom tocar aqueles labios... Tão perto dos
meus, tão convidativos...
- Becca! O
que esta fazendo? – Acordei dos meus pensamentos com o Jonny me sacudindo e me
afastando. Ok, agora eu tinha feito a pior merda da minha vida.
- Você ia me
beijar? – Ele perguntou me soltando e se afastando um pouco. Eu não sabia o que responder, se sim eu queria beija-lo e
nos beijariamos como em um filme de comedia romantica, ou se não e inventaria
alguma desculpa idiota como em algum anime shoujo.
- Claro que
não idiota! Você que estava com uma sujeira na cara e eu fui tirar! A pessoa
faz um favor e já pensa merda, fala serio – É, sempre gostei mais de anime
shoujo mesmo.
- Hey
espera! Becca! – Ele ficou me gritando e eu preferi ir pra casa andando, deixei
uma mensagem pra minha mãe, não que ela se importasse já que Alice tinha ido ao
shopping com suas amigas. Mas era sempre bom confirmar.
Chegando em
casa, o cenario de sempre. Casa vazia, nada de almoço, cafe da manhã ainda na
mesa e eu sozinha, respirei fundo e fui pro meu quarto jogar minha bolsa na
cama, e pegar uma toalha pra tomar banho,e foi ai que eu notei um pequeno
bilhete no meu espelho.
“Rebecca, tem as sobras
da janta no micro-ondas, por favor pague as contas que eu deixei em cima da
mesa, deixei o cartão então voce sabe o que fazer.”
Era bem a
cara da Jenna fazer algo desse tipo, bom, ao menos eu posso comer algo na rua.
Depois de um banho eu vesti um short e uma blusa grande o suficiente pra caber
em um lutador de MMA, meu all-star e penteei os cabelos. Meti as contas, o
cartão e meu celular na minha bolsa do Jack, tranquei a casa e fui ate o centro
ouvindo musica no meu celular e pensando no que tinha acontecido entre mim e o
Jonny. Quer dizer, não aconteceu nada demais não é? Será que ele realmente
acreditou no que eu disse sobre ter uma sujeira no rosto dele? Puta merda! Olha
que lixo de desculpa, “ tem uma sujeira no seu rosto!” que coisa ridicula cara,
espero que ele não vá amanhã pra aula, ou que meu pai me deixe faltar.
Eu só me dei
conta dos meus pensamentos quando estava na frente do banco, então eu entrei e
fiquei na ultima fila. Chegou minha vez e eu ainda com meus pensamentos focados
no Jonnhy, quer dizer, por mais que eu goste dele e eu gosto muito, ele tem
namorada e apesar de longe ela é muito bonita.
Eu estava
realmente incomodada com isso ao extremo, ate que fui atravessar a rua com os
fones e não percebi um carro vindo na minha direção, desmaiei.
- Só foi uma
bancada leve na cabeça, quando ela bateu no chão. Nada com o que se preocupar
por agora, mas recomendo que ela fique por mais alguns dias para observação. –
Eu ouvia uma voz masculina de longe, era bem bonita por sinal, será que era um
anjo gostosão e saradão que veio me levar? Não, eu lembrei, não vou pro céu.
- Entendo,
ela vai ficar o tempo que precisar doutor, eu garanto. – Espera? Era a voz da
Amanda? Porque diabos a Amanda estava aqui? Alias, aonde é aqui?
- Amanda..?
– Eu tentei dizer, mas acho que não passou de um sussurro.
- Oi becca,
meu deus, ainda bem que acordou! Como voce esta? Esta sentindo dor em algum
lugar? – Ela chegou mais perto e apertou minha mão com cuidado e passou a mão
por meus cabelos azuis. Um toque delicado, um gesto de mãe, que por acaso
Amanda sempre foi mais do que a propria Jenna.
- Estou um
pouco tonta, e minha boca ta seca, e minha cabeça doi. – Disse por fim com
a ajuda da amanda me sentando na cama, e
pude enfim reparar aonde eu estava, eu estava no hospital Santa Monica, onde eu
ia com frequencia ate, quem tem a saude de merda sabe como é. O quarto era
tipico, branco com uma cama confortavel e branca, aparelhos, uma poltrona, uma
mesinha, um banheiro e uma TV velha.
- Isso é
normal, Rebecca. Sou Lucas Spohtick, o Dr. Kynlse esta viajando em uma
conferencia no Rio de Janeiro então me chamaram
pra te ver – Só uma palavra pra esse medico : me come. O cara era lindo,
tipo eu realmente tava no céu! Alto, branco, sorriso colgate,cabelo preto e
curto e pra finalizar uma barba muito, mas MUITO sexy
- Ah...hã? –
perguntei ainda meio abobada por tamanha beleza.
- Ela ainda
esta confusa, obrigada Lucks, não sei o que faria sem voce! – Ouvi amanda dizer
e pegar na mão dele de um jeito um tanto quanto intimo, e ele respondeu dando
um beijo na testa dela. Legal, ele quer comer minha irmã, adeus chances que
nunca tive, adeus.
- Me deixa
te pagar um cafe na lanchonete, o que acha? –Otimo, agora eles iam me deixar
sozinha aqui? Okay, não dá pra vencer essa cara qe a Amanda tem de cachorrinho
na chuva. Ela esta olhando fixamente, oh droga, ela deu o sorriso de pena...
Não! Vou dizer não! Eu estou ferida e preciso de cuidados!
- Pode ir
Manda, vou ficar bem. Estou sonolenta. – Quem ve ate pensa que eu sou assim,
ela foi com o medico gostosão. Pensei que ela tinha namorado, mas né?Nem me
meto
As
coisas que passavam pela minha cabeça
agora eram: Porque a Amanda esta aqui? Quer dizer, eram os pais que deviam ser
chamados em casos assim! Talvez eles foram... Mas não quiserem vir. Tipico dos
dois. Minha cabeça estava confusa e doendo, quando me preparei para enfim
dormir alguem bateu na porta.
- Ahn, entra
seja lá quem for – eu disse sem muita vontade ate me virar e dar de cara com um
o par de olhos azuis mais choroes que eu conheço na vida. Era a lucy, estava
com um blusa cinza toda suja de tinta, os cabelos presos em duas marias
chiquinhas baixas, um short rosa com amarelo e sapatilhas pretas.
-
beccaaaaaaaaa voce ta viva! – Ela veio chorando e me agarrando. Acho que vou
casar com a Lucy.
- Eu to bem,
como você soube que eu estava aqui? – Perguntei quando ela me soltou e me
permitiu respirar.
- Ahn...
Todo mundo sabe que voce esta aqui, essa cidade é pequena e seus pais são quase
ricos Becca. Eu liguei pra Amanda e ela me disse que voce tava aqui. – Ela
disse sentando na ponta da cama.
- Como voce
não viu o carro Becca! Poderia ter se machucado feio sabia? – A Lucy disse
enquanto eu voltava a deitar e me embrulhar.
- Sem sermão
Lu, por favor, parece que vou ter que ficar aqui hoje e so vou sair amanha.
Pode anotar as coisas da aula pra mim? – Disse meio sonolenta, quase fechando
meus olhos. Acho que os remedios daqui são bem fortes
- Tudo bem,
vou te deixar descansa tambem! – senti um beijo no rosto que a lucy me deu e
apaguei.
No fim, essa sou eu. Uma garota que só se fode, e só quer que algo não de errado no fim do dia. Tsc, a vida é chata pra caralho.
No fim, essa sou eu. Uma garota que só se fode, e só quer que algo não de errado no fim do dia. Tsc, a vida é chata pra caralho.

Caaaara, texto massa, cade a parte 2 em ?
ResponderExcluirem ? EM?
kkkk'
esperando pela parte 2