segunda-feira, 21 de outubro de 2013

Lucy.



Relacionamentos são magicos, uma vez meu pai me disse que se eu tiver um problema e não souber resolver, meus melhores amigo saberão. Mas quando se trata de amor, as coisas sempre complicam pra mim, um bom exemplo disso foi a minha infancia. Meus pais são um casal gay de homens, Fabricio Morreli e Igor Sawerich, se conheceram na faculdade Fabicio fazia moda e igor fazia arquitetura, se apaixonaram e decidiram ficar juntos, os pais do meu pai  Fabricio sempre foram a favor da opção sexual dele, mas foi bem diferente com a familia do meu papai igor. Depois de muita luta, e tempo, eles aceitaram e vieram morar aqui juntos. Como eu entrei nessa familia? Bom, eu tinha um pai e uma mãe classe media, moravamos no rio de janeiro, no interior, eu tinha só 3 anos quando meu pai assassinou minha mãe e fugiu, a policia me encontrou e me colocou em um orfanato onde não tive um das melhores infancias do mundo, lá era sujo, faltava comida e as pessoas eram muito malvadas, meus pais estavam de ferias no Rio  bem no dia em que eu fugi do orfanato e fui pedir dinheiro no sinal. Eles disseram que foi amor a primeira vista por mim, e me adotaram legalmente, hoje sou inteiramente feliz por isso, tenho uma vida de princesa e trabalho periodicamente em orfanatos porque sei o que as crianças passam por lá.
- Lucy, meu anjo, ja está acordada? Vamos, desca e tome seu cafe antes que seu pai tenha um troço com a reunião de hoje – Disse meu pai Fabricio, me dando um beijo na testa e abrindo as janelas.
Me arrumo rapido, ainda bem, tomei um banho, escovei os cabelos e vesti um vestidinho lilás com meu allstar e peguei minha bolsa de lado, desci na cozinha e meu pai Igor ja estava saindo.
- Boa sorte pai, vai dar tudo certo! – disse antes dele ir e ele sorriu pra mim e beijou meu pai fabricio, enquanto eu fui tomar meu cafe.
- Como está a Rebecca, querida? Disseram que ela estava no hospital – meu pai se sentou na mesa comigo e começamos a comer sua comida maravilhosa, Fabricio era o cozinheiro da casa, podemos dizer que ele era a “mãe” entre os dois.
- Esta se recuperando pai, vou levar o caderno dela e anotar as coisas importantes pra ela não perder materia, minhas notas são excelentes, mas já as da Becca...
- Eu imagino meu anjinho, Rebecca é o tipo de menina que luta com muita coisa ao mesmo tempo, começamos pela mãe dela, oooh mulherzinha viu? E quando ela usa aqueles sapatos com estampa de onça? Uó, chega doi meu coraçãozinho ai,ai,ai... – Papai é uma boa pessoa, mas quando se trata de moda ele ativa seu lado mais cruel.
- Ah papai, quando ela ficar melhor, pode vir dormir aqui? Por favor, por favor?
- Se os pais dela deixarem sim, agora a senhorita está atrasada, vamos, vamos que tenho que abrir a loja ainda – Papai tem uma loja de roupas muito sofisticada no shopping da cidade. Entramos no carro, ele me deixou na escola e foi trabalhar.
- Vai ser tão solitario sem a Becca hoje... – Eu disse olhando o chão e respirando fundo, ate que encontrei Jhonny falando com a aluna nova, eles não tinham me visto por isso fui devagar até que acabei ouvindo o assunto da conversa.
- Então, aquela sua amiguinha gordinha, Rebecca não é? Muito bonita ela, sabe se ela curte meninas?
- Não sei Paige, mas acho que não, tenho quase certeza – Jhonny sorriu achando graça da situação.
 - Acho que... Ela só foi instigada da maneira errada, ou ainda não foi instigada. – Eu não podia acreditar no que estava ouvindo, ela queria a Becca? Mas, a Becca e MINHA! Respirei fundo coloquei um sorriso no rosto e pulei nas costas do Jhonny.
- Moorniiing! Tudo bom jhon?
- Bom dia borboleta, tudo bom. E voce?
- Otima,bom dia,er... Paige, estou certa? – Eu disse sorrindo quando na verdade eu pensava em coloca-la em uma cama de cirurgia e pegar bisturi com ela ainda amarrada e viva, abrir dua barriga, arrancar suas tripas, triturar e fazer um cupcake de morango.
- É,é. Ate mais Jhonny, se ver a bonitinha por ai diz que mandei um oi.-Ela piscou e saiu andando em direção as salas.
Respirei fundo e fui pra  minha aula de matematica, na aula eu abri o caderno da Becca que eu tinha pego no dia anterior e procurei a materia de matematica e comecei a copiar, com anotações extras minhas de como se fazia cada forma detalhadamente. Eu adoro a Becca, mas ela não é muito inteligente. A aula acabou e a conversa do Jhonny e da Paige não saia da minha mente, eu sentia uma raiva tomando conta de mim, como se tudo que eu fosse capaz de fazer de ruim, eu pudesse fazer com a paige...
Me levantei e fui pra diretamente pro hospital visitar  a becca, eu cheguei la ela estava dormindo então decidi ir pra casa ja que hoje eu não teria serviço no orfanato.
Ao chegar em casa eu subi e fiz meus deveres de casa devidamente, arrumei meu quarto, afinal, eu tinha que ser a filha perfeita pros meus pais, e pra todos na cidade, mas eu estou tão cansada dessa merda, seja perfeita, seja fofa, ande como uma princesa, seja delicada. As noites... As noites são minhas, são quando eu posso ser eu mesma... Afinal, a noite é uma criança não?


Eram meia noite, todos estavam em suas camas, os pais de Lucy depois de um dia estressante estavam descansando e mal sabiam das intençoes de sua filha. Lucy estava  em seu quarto, vestia algo diferente do seu habital, uma meia arrastão rasgada, uma saia preta de bregas, um top vermelho escuro deixando sua barriga em forma exposta, nos olhos, a maquiagem preta revelava seus olhos verdes em um tom tão vivo, macabro e ate mesmo sadico. Seu celular vibrou em cima da cama e ela prontamente o pegou, ao ver a mensagem, o batom vermelho se realçou naquele sorriso que antes era de menina meiga, e agora era de uma alma liberta.
“ Hey Lu, estamos na esquina da tua rua, dá pra vir logo vadia?”
“ Estou a caminha, puta”

Ela endireita sua peruca loira, pega seu casaco e sai silenciosamente pela janela, e desce pelas escadas de emergencia. Ela começa a caminhar rebolando os quadris mais realçados por causa do seu coturno com salto, sua boca incrivelmente sensual com um cigarro na boca e um sorriso livre... Estava livre, ao menos pela noite, ela sentia-se assim.


Nathaniel estava encostado na sua BMW Série 3, com Anna atras  sentada me esperando. Eu cheguei e ja havia terminado meu cigarro.
- Porque demorou sua puta? – Anna perguntou com aquela cara dela de desinterrese, nunca largava a porra do celular.
- Sentiu falta de alguém pra lamber você? – Perguntei enquanto pegava outro cigarro, mas não estava achando o meu esqueiro ate que Nath me ofereceu fogo, eu acendi meu cigarro cheguei perto dele e o beijei, nossas línguas brigavam fogosamente, explorando cada um a boca do outro como se estivéssemos bebendo o melhor dos vinhos. Depois o soltei e  entrei no carro.

- Vamos logo, preciso beber alguma coisa. – Nath entrou no carro e fomos a caminho do Dav’s. Um clube noturno pouco conhecido na cidade, se é que você me entende. Lá não era um clube que eu levaria a Becca ou o Jhon, a maioria das pessoas lá eram filhos e filhas de traficantes, traficantes em sí, mafiosos, ladrões, e filhinhos de papai como nos que estão cansados de fingir ser o que não são. Ali era o meu lugar, eu me sentia feliz ali, e o dono do bar tinha um certo apego comigo, podemos assim dizer. O vento batendo no meu rosto, o gosto do cigarro, o som de Supersonic – Oasis me embreagava os ouvidos como se fosse a melhor  melodia do mundo. A noite estava começando. E essa era a verdadeira Lucy. Essa sou eu.



quinta-feira, 1 de agosto de 2013

Becca.

Uma vez eu li que relacionamentos são complicados quando as pessoas os deixam complicado, pois bem, acredito profundamente nessa mentira. Me mudar para essa cidade nova me fez ter uma nova pespectiva de tudo, inclusive de relacionamentos, vejamos meus pais por exemplo
Tom e Jenna Fenton, esses são meus pais. Se conheceram nos ano de 84, meu pai era um Grunge alternativo que ficava no seu quarto batendo algumas e fumando umas maconhas, enquanto minha mãe fazia a linha lider de torcida, e popular do colegio, a unica coisa que eles tinham em comum era alguns amigos e a erva. E hoje são casados, e tem 3 lindos filhos, eu, Alice e Amanda. A proposito, eu sou Rebecca, ou Becca, ou ate mesmo Beck.
- Como vai minha pequena Ursa hoje?? – Disse meu pai fazendo questão de apertar minhas bochechas como se eu tivesse 5 anos ou sofresse de algum retardo mental.
- Dá um tempo Tom! – Eu disse tirando a mão dele e enfiando um pedaço de queijo na boca. A um motivo pra ele me chamar assim. Não muito agradavel, mas há.
- Beck, termine logo isso suas irmãs já estão no carro, vai se atrasar pra escola! Tem necessidade de comer tanto assim na hora do café? – Sim, mãe, eu tenho essa necessidade já que você me coloca em um monte de cursos, fora os reforços escolares, e os esportes pra me fazer emagrecer. A raiva da minha mãe é essa, eu pesar 30 kilos a mais do que ela queria que eu pesasse.
Entrei no carro e tive que aguentar Alice reclamando de 5 em 5 minutos que seus cabelos estavam com pontas duplas e feios, como se ela já não gastasse o bastante naquele cabelo oxigenado. Alias, essa é a Alice, ela é a preferida da minha mãe pelo simples fato de ser um espelho da minha mãe mais nova. Jenna dá tudo que ela quer, quando ela quer, ela tem 18 anos e ainda esta no primeiro ano graças a sua falta de inteligencia, ou esforço. A parte boa, ela ao menos é burra, a parte ruim, ela estuda comigo. Já amanda é mais velha que eu, tem 20, tem um namorado legal, tem um emprego de meio periodo legal, tem um corpo legal, enfim, ela é tudo que eu não sou e nem vou ser, mas admiro muito ela. Me dou muito bem com ela e com meu pai, mas separados porque juntos eles conversam e eu fico de escanteio.
- Chegamos Beck! Pelo amor de Deus pare de sonhar acordada! – Quando percebi Alice tinha saido e só faltava eu dei um suspiro e prendi meus cabelos azuis e sai do carro.
Fazia cerca de dois meses que estavamos estudando nessa nova escola e Alice já era a queridinha de todas as garotas burras e populares, e ja tinha ficado com varios caras. Já eu tinha uma amiga, que era legal e valia por todas as da Alice, Lucy.
- Oi Becca! Senti sua falta, como você está? Dormiu bem? – Lucy veio me abraçando como sempre fazia, ela era baixinha, tinha os cabelos rosa em um tom pastel. Sempre se vestia feito uma princessinha, por exemplo, hoje ela estava com um vestidinho branco de alça, uma sapatilha azul clara, e uma bolsa com estampa da bandeira dos estados unidos. Quando andavamos juntas parecia um contraste interessante até, eu de calça jeans meio justa por insistencia da Jenna, uma blusa gamer e um casaco preto, com minha mochila do Jack.
- Estou bem Lu, e você? Fez algo de bom? Tipo o dever de Historia que eu não tive saco pra fazer e vou colar de você? – Ela sorriu e me estendeu seu caderno.
- As suas ordens! – Tem como não ser amiga disso?
Fomos pra sala e tivemos 3 aulas bem chatas, nas quais não prestei a minima atenção e fiquei ouvindo musica e de cabeça abaixada, ate que senti alguem me cutucando
- O que foi Luc... – Meu coração quase parou ao ver a cara do Jonny de confuso, ele era simplesmente o garoto mais legal que eu ja havia conhecido, e não sei porque ele e Lucy  tinham uma mania estranha de me abraçar, acho que ser gorda tem suas vantagens.
- Oi? – Ele me abraçou mesmo eu estando sentada e sentou na minha carteira  - Como foi a noite?
- Boa, consegui jogar um pouco de video game e depois comi e dormi bastante, e você? Tudo legal?
- Sim, razoavel, só umas complicaçoes no meu namoro, mas tudo resolve! – Jonny namorava a distancia a quase 3 anos, eles se viam nas ferias e as vezes em feriados.
- Relacionamentos são complicados...certo?
- Certissimo! – Iamos ter uma conversa “animada” sobre isso ate a diretora entrar na sala e fazer o Jonny se sentar no seu lugar, na epoca eu pensei que não seria algo importante, eu não tinha noção de que minha vida estava para mudar de um  jeito inimaginavel.
- Vamos dar ola a nossa mais nova aluna, Paige Carter – A diretora dizia e então ela entrou, seus cabelos eram loiros, sua pele parecia porcelana, seus olhos eram um azul tão vivo, que parecia o azul do céu. Logo ela se apresentou.
- Oi pessoas, eu sou Paige, não gosto de engraçadinhos, nem de patricinhas, e nem de garotos. Prefiro algo mais, feminino... – Ela lambeu os labios e olhou dretamente pra mim que me limitei somente a rir de canto e devolver o olhar. Pra esclarecer as coisas, eu não era lesbica, e eu gosto do Jonny, gosto muito, só devolvi pra zoar mesmo.
- Ahn, certo Paige, pode se sentar por favor? – Ela se sentou em uma cadeira atras do Jonny, não sei porque mas todos os meus sentidos me avisaram pra ficar ligada com ela. E de fato foi o que eu fiz.
Ela se sentou e a aula correu normalmente, quer dizer quase, ela ficou conversando com o Jonny, pegando no cabelo dele e dando em cima dele, e o pior Jonny estava correspondendo. Claro que eu nao falaria nada nem faria nada, porque? Bom ela linda, Jonny não perderia a chance de ficar com ela, tinha certeza disso, enquanto eu estava alisando o cabelo da Lucy que estava cochilando na minha carteira e ouvindo musica senti um leve assopro no meu ouvido e me assustei quase acordando a Lucy, quando eu me viro é ela.
- Porque não é uma boa anfitriã como seus amiguinhos e me mostra o colegio – Não tive nem o trabalho de ficar olhando, confesso que estava com um pouco de ciumes do Jonny.
- Tem os outros bons anfitriãos, estou muito ocupada agora pensando em que aula dormir, desculpe – Falei recolocando os fones e voltando a mexer no cabelo da Lucy.
- Bom, tenho certeza que o Jonny pode me mostrar tudo não é? – Ela disse sussurrando no meu ouvido, certo, esqueça tudo que eu havia dito sobre ela antes. Ela era uma vadia, e das grandes.
Ela saiu rebolando naquele mini vestido preto dela com aquelas meias pretas e seu coturno, fala serio, ela é uma versão mais rock da minha irmã. Se as duas brigarem por popularidade vai ser engraçado, se a Alice apanhar vai ser duplamente engraçado.
- O que aconteceu? Eu dormi muito? – Disse Lucy levantando em um pulo.
- Não Lu, esta no intervalo. Jonny saiu com a notava e estamos só eu e você na sala.
- Ah ta, mas Becca, você não vai dizer ao Jonny que gosta dele? – O QUE? TA MALUCA? E SER REJEITADA? NÃO OBRIGADO, JA TENHO PROBLEMAS EMOCIONAIS DEMAIS PRA ME PREOCUPAR COM UMA REJEIÇÃO!
- Não gosto do Jonny assim, Lu. Ele é meu melhor amigo, só isso. – Disse finalmente.
- Bom, se você diz, eu vou depois da aula em um orfanato novo! Estão precisando de ajudantes lá, porque não vem comigo? Seu cabelo azul chama a atenção das crianças! AH, nao que isso seja ruim, não falei de uma maneira ruim sabe? Desulpa, não fique brava, ou magoada eu...
- Lu, ta tudo bem, infelizmente não vou poder tenho que aulas de reforço que a maniaca da Jenna poe pra mim lembra? – Putz! Lembrar que terei mais 4 horas de latim e outras coisas inuteis pra mim, me dá ate dor de cabeça.

Depois da aula foi tudo o de sempre, Lucy tinha ido fazersuas coisas chatas ou como ela gosta de dizer seus deveres para com a sociedade e eu estava esperando minha mãe com o Jonny. Não é que eu nunca tenha ficado sozinha com o Jonny, eramos amigos abastante tempo tempo, mas isso não me impede de ficar nervosa impede? Não me impede de notar como ele está estupidamente lindo, como aqueles olhos castanhos escuros tem um brilho diferente por de tras dos oculos, como seu sorriso aberto faz meu coração se encher de alegria, como as mãos dele, sempre frias tocam meu rosto, como seria bom tocar aqueles labios... Tão perto dos meus, tão convidativos...
- Becca! O que esta fazendo? – Acordei dos meus pensamentos com o Jonny me sacudindo e me afastando. Ok, agora eu tinha feito a pior merda da minha vida.
- Você ia me beijar? – Ele perguntou me soltando e se afastando um pouco. Eu não sabia  o que responder, se sim eu queria beija-lo e nos beijariamos como em um filme de comedia romantica, ou se não e inventaria alguma desculpa idiota como em algum anime shoujo.
- Claro que não idiota! Você que estava com uma sujeira na cara e eu fui tirar! A pessoa faz um favor e já pensa merda, fala serio – É, sempre gostei mais de anime shoujo mesmo.
- Hey espera! Becca! – Ele ficou me gritando e eu preferi ir pra casa andando, deixei uma mensagem pra minha mãe, não que ela se importasse já que Alice tinha ido ao shopping com suas amigas. Mas era sempre bom confirmar.
Chegando em casa, o cenario de sempre. Casa vazia, nada de almoço, cafe da manhã ainda na mesa e eu sozinha, respirei fundo e fui pro meu quarto jogar minha bolsa na cama, e pegar uma toalha pra tomar banho,e foi ai que eu notei um pequeno bilhete no meu espelho.
“Rebecca, tem as sobras da janta no micro-ondas, por favor pague as contas que eu deixei em cima da mesa, deixei o cartão então voce sabe o que fazer.”
Era bem a cara da Jenna fazer algo desse tipo, bom, ao menos eu posso comer algo na rua. Depois de um banho eu vesti um short e uma blusa grande o suficiente pra caber em um lutador de MMA, meu all-star e penteei os cabelos. Meti as contas, o cartão e meu celular na minha bolsa do Jack, tranquei a casa e fui ate o centro ouvindo musica no meu celular e pensando no que tinha acontecido entre mim e o Jonny. Quer dizer, não aconteceu nada demais não é? Será que ele realmente acreditou no que eu disse sobre ter uma sujeira no rosto dele? Puta merda! Olha que lixo de desculpa, “ tem uma sujeira no seu rosto!” que coisa ridicula cara, espero que ele não vá amanhã pra aula, ou que meu pai me deixe faltar.
Eu só me dei conta dos meus pensamentos quando estava na frente do banco, então eu entrei e fiquei na ultima fila. Chegou minha vez e eu ainda com meus pensamentos focados no Jonnhy, quer dizer, por mais que eu goste dele e eu gosto muito, ele tem namorada e apesar de longe ela é muito bonita.
Eu estava realmente incomodada com isso ao extremo, ate que fui atravessar a rua com os fones e não percebi um carro vindo na minha direção, desmaiei.
- Só foi uma bancada leve na cabeça, quando ela bateu no chão. Nada com o que se preocupar por agora, mas recomendo que ela fique por mais alguns dias para observação. – Eu ouvia uma voz masculina de longe, era bem bonita por sinal, será que era um anjo gostosão e saradão que veio me levar? Não, eu lembrei, não vou pro céu.
- Entendo, ela vai ficar o tempo que precisar doutor, eu garanto. – Espera? Era a voz da Amanda? Porque diabos a Amanda estava aqui? Alias, aonde é aqui?
- Amanda..? – Eu tentei dizer, mas acho que não passou de um sussurro.
- Oi becca, meu deus, ainda bem que acordou! Como voce esta? Esta sentindo dor em algum lugar? – Ela chegou mais perto e apertou minha mão com cuidado e passou a mão por meus cabelos azuis. Um toque delicado, um gesto de mãe, que por acaso Amanda sempre foi mais do que a propria Jenna.
- Estou um pouco tonta, e minha boca ta seca, e minha cabeça doi. – Disse por fim com a  ajuda da amanda me sentando na cama, e pude enfim reparar aonde eu estava, eu estava no hospital Santa Monica, onde eu ia com frequencia ate, quem tem a saude de merda sabe como é. O quarto era tipico, branco com uma cama confortavel e branca, aparelhos, uma poltrona, uma mesinha, um banheiro e uma TV velha.
- Isso é normal, Rebecca. Sou Lucas Spohtick, o Dr. Kynlse esta viajando em uma conferencia no Rio de Janeiro então me chamaram  pra te ver – Só uma palavra pra esse medico : me come. O cara era lindo, tipo eu realmente tava no céu! Alto, branco, sorriso colgate,cabelo preto e curto e pra finalizar uma barba muito, mas MUITO sexy
- Ah...hã? – perguntei ainda meio abobada por tamanha beleza.
- Ela ainda esta confusa, obrigada Lucks, não sei o que faria sem voce! – Ouvi amanda dizer e pegar na mão dele de um jeito um tanto quanto intimo, e ele respondeu dando um beijo na testa dela. Legal, ele quer comer minha irmã, adeus chances que nunca tive, adeus.
- Me deixa te pagar um cafe na lanchonete, o que acha? –Otimo, agora eles iam me deixar sozinha aqui? Okay, não dá pra vencer essa cara qe a Amanda tem de cachorrinho na chuva. Ela esta olhando fixamente, oh droga, ela deu o sorriso de pena... Não! Vou dizer não! Eu estou ferida e preciso de cuidados!
- Pode ir Manda, vou ficar bem. Estou sonolenta. – Quem ve ate pensa que eu sou assim, ela foi com o medico gostosão. Pensei que ela tinha namorado, mas né?Nem me meto
As coisas  que passavam pela minha cabeça agora eram: Porque a Amanda esta aqui? Quer dizer, eram os pais que deviam ser chamados em casos assim! Talvez eles foram... Mas não quiserem vir. Tipico dos dois. Minha cabeça estava confusa e doendo, quando me preparei para enfim dormir alguem bateu na porta.
- Ahn, entra seja lá quem for – eu disse sem muita vontade ate me virar e dar de cara com um o par de olhos azuis mais choroes que eu conheço na vida. Era a lucy, estava com um blusa cinza toda suja de tinta, os cabelos presos em duas marias chiquinhas baixas, um short rosa com amarelo e sapatilhas pretas.
- beccaaaaaaaaa voce ta viva! – Ela veio chorando e me agarrando. Acho que vou casar com a  Lucy.
- Eu to bem, como você soube que eu estava aqui? – Perguntei quando ela me soltou e me permitiu respirar.
- Ahn... Todo mundo sabe que voce esta aqui, essa cidade é pequena e seus pais são quase ricos Becca. Eu liguei pra Amanda e ela me disse que voce tava aqui. – Ela disse sentando na ponta da cama.
- Como voce não viu o carro Becca! Poderia ter se machucado feio sabia? – A Lucy disse enquanto eu voltava a deitar e me embrulhar.
- Sem sermão Lu, por favor, parece que vou ter que ficar aqui hoje e so vou sair amanha. Pode anotar as coisas da aula pra mim? – Disse meio sonolenta, quase fechando meus olhos. Acho que os remedios daqui são bem fortes

- Tudo bem, vou te deixar descansa tambem! – senti um beijo no rosto que a lucy me deu e apaguei.

No fim, essa sou eu. Uma garota que só se fode, e só quer que algo não de errado no fim do dia. Tsc, a vida é chata pra caralho.